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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Bom Dia Cuiabá, Agosto

Agosto
por Professora Aurelina Haydee do Carmo

Nunca esqueci deste mês, pois quando eu era criança os mais velhos diziam, "Agosto é mês de cachorro louco". Pois é, na nossa rua morava uma família num quarteirão onde tinha 3 casinhas, mal pintadas e muito desgastada pelo tempo( meio assombrada, diziam as criançadas).

Esse quarteirão era delimitado do lado direito por um alto muro culminando por cacos de garrafas de vidros, do lado esquerdo fazia limite com um córrego e nos fundos um belíssimo rio.

Na frente que morava o perigo!
As Casas eram resguardadas por apenas 03 fios de arames farpados.

Eu era muito criança, não tinha entrado nem na Escola (significava que não estudava ainda, pois naquela época, só podia matricular crianças com 07 anos completos).

Sim, voltando ao assunto "mês do cachorro louco", diziam os  vizinhos que eles, moradores dessa área possuíam 54 cachorros ou 45 não me lembro exato, mas tanto faz, é só inverter os números(risos) e todos eram loucos, eu nunca fui mordida por cachorros, mas minha irmã e varias crianças foram mordidas por aquelas feras, eles só afastavam a pedradas, haja pedras!
Até hoje tenho pavor em lembrar daquelas cachorradas, olhos esbugalhados e vermelhos, remelentos e cheios de chagas e carrapatos.

Na lua cheia, então eram um horror, uivos e mais uivos compriiidooos que varavam as madrugadas.

Interessante que todos os dias mais ou menos às 16 horas, um rapaz magrelo, bem alto, pegava a sua canoa e descia o rio até ao salgadeiro, para pegar miudezas para alimentar os cachorros, a água eles bebiam do rio.


Estes moradores não aproximavam dos vizinhos e os vizinhos não aproximavam deles, pois os cachorros faziam barreiras.

Eles viviam de lavar roupa de ganho.

Cedo buscavam as trouxas na cidade e a tardezinha levavam na cabeça as trouxas de volta, sempre uns 06 ou 07 cachorros os acompanhavam.

Viviam da pesca, tinham muitas frutas no quintal e uma horta muito bonita, viviam quietos dentro do seu quadrado, na frente da casa era ornamentada por pés de arruda”, e “comigo ninguém pode”.

Ao escurecer apagavam as luzes e as cachorradas latiam, uivavam e perturbavam todos os transeuntes que passavam por lá, tinham que estar armados com um picuá cheio de pedras para afugentar os 54 cachorros loucos, ou talvez 45, os números eram bem grandes prá nós que éramos pequenos(crianças), mas nunca esquecemos das lindas palavras em respostas as pedradas(risos) que os donos dos cachorros dirigiam aos transeuntes(risos).

rsrsrs tchau! (risos).
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Agora vamos estender o nosso BOM DIA a Cuiabá, Mato Grosso, Brasil e ao Mundo que neste momento esta precisando muito de um BOM DIA. Professora Aurelina Haydee do Carmo

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