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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Dia do Índio - 19 de Abril poesia - Funeral Borôro

Dia do Índio -19 de Abril

Funeral  Borôro- Poesia
Autora: Aurelina Haydêe do Carmo

Mulheres e crianças são afastadas
O corpo é coberto por inteiro,
Gritos e lamentos em altas vozes
São ouvidos por toda aldeia.

É o ritual Borôro.
Monótono coro com reverencia.
Lento canto – na maloca,
 Com a cadência...
Marcada pelo Bapo.

Envolto na esteira,
O corpo com parcimônia
E todos os objetos pessoais
Vão ser queimados
No final da cerimônia.

Escurece – levam o cadáver,
Para o pátio da aldeia.
Início formal dos funerais...
Os chefes  esperam ostentando
Os Pariko.

Virados para o poente,
Ouve –se  os sons...
Tocam o Bapo,
E entoam o Roia Kurireu.

Durante toda noite ,
Os diversos clãs sentem...
Cantam monotamente
Até amanhecer.

Logo ao clarear,
Na praça da aldeia,
Junto ao baimanna –gueggeu,
Uma cova...

Os parentes em altos lamentos,
 Ajuntam- se novamente,
Retalham o corpo.  Encurvando...
E, o sangue cai sobre o cadáver.

O defunto é levado.
Será sepultado temporariamente
A flor da terra.
A noite será regado...
Apressa a decomposição dos tecidos.
Assim era nos tempos idos.
Feito o descolamento dos ossos,
Começa o luto.
                       
    *poesia  baseada em pesquisas feita em diversas edições da revista Atualidades  indígena.

Aurelina Haydêe do Carmo é especialista em  Antropologia Cultural-UNB e é a primeira criança nascida em Rondonópolis-MT- às margens do Arareau  , um dos afluentes do lendário Rio Vermelho.
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Agora vamos estender o nosso BOM DIA a Cuiabá, Mato Grosso, Brasil e ao Mundo que neste momento esta precisando muito de um BOM DIA. Professora Aurelina Haydee do Carmo

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