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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Ficar no Ponto

Ficar no Ponto
Conto feito por Aurelina Haydee do Carmo

Feriadão prolongado, resolvi fazer um bolo.
Olhei nas prateleiras da cozinha, tinha todos ingredientes, até o fermento ainda estava na validade. Ah!...faltava o principal – o ovo. A manteiga já estava fora da geladeira (aquela marca que os antigos diziam que era a melhor) bolo bom, gostoso, cheiroso e fofinho só tinha que ser feito com uma determinada marca de trigo, manteiga em meio ambiente.

Hoje descobrimos que tinha que ser aquela marca, porque só conhecíamos aquela há muito tempo e tínhamos aversão pelo novo. Como por exemplo extrato de tomate, macarrão, ervilha, sardinha, leite em pó e condensado, amido de milho etc.

Todos os produtos pioneiros por muito tempo foram transmitidos de nossas avós, pais, vizinhos como os melhores.

Ah! e o ovo? Não esqueci do ovo, só enrolei um pouco, para dar tempo da pessoa ir ao supermercado. O ovo chegou, quando abri a cartela, meu espanto foi tão grande, que a pessoa que trouxe o ovo, talvez imaginou...
Tanto transtorno, feriadão, eu deitado, aproveitando um ar condicionado, ligado minha TV-42’,3D.

Levanto, visto a camiseta, esforcei-me para raciocinar se desligo tudo e pego a rua, sol quente de quase 40°, as 10horas da manhã e ainda mais, na ida até ao mercado era uma subida e tanto. Na ida...era uma subida, ainda bem que na volta era uma descida(é lógico)rsrs.

Tá... o ovo, pequenininho, fiquei pasma pelo tamanho e veio na minha mente, quando éramos crianças, nas brincadeiras de quitutes no quintal. E quando o ovo era muito pequeno, a gente pensava que era de cobra.
  
Na dúvida, pegávamos o ovo com muito cuidado para não quebrar e subíamos até a popa de uma canoa e jogávamos no meio do rio.
Guardamos esse segredo de nossos pais com medo de pegar uma surra.

Como os ovos estão pequenos? Saudades do ovo caipira.
Estão tão pequenos que os mais experientes em receitas recomendam:

- Colocar +1 para ficar no ponto.
Conto feito por Aurelina Haydee do Carmo

Agora vamos estender o nosso BOM DIA a Cuiabá, Mato Grosso, Brasil e ao Mundo que neste momento esta precisando muito de um BOM DIA. Professora Aurelina Haydee do Carmo

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Vai e vem

Vai e vem
conto por Aurelina Haydêe do Carmo


Parou no centro da cidade. Não tem um lugarzinho para deixar o carro.

Os estacionamentos lotados. Arre até que em fim ... uma vaga. Muita sorte! Caminha entre os empurrões dos transeuntes, um vai e vem.

Para... e começa a imaginar.  “Será pra onde vão? Procuram o quê?”

Todos muito apressados, parecendo que estão disputando uma corrida.

Não escutamos um BOM DIA, BOA TARDE. Como correm, penso, talvez correm para pegar o ônibus, para ainda ter sorte de encontrar o Banco aberto. Talvez para pegar seu filho, neto na porta da Escola.
Enfim, como correm...

E,eu? O que estou fazendo aqui? Caiu a ficha. Não fui ver o espetáculo das idas e vindas!

Estava apenas engrossando o desfile do “ VAI e VEM”.

conto por Aurelina Haydêe do Carmo

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Xô Xuuum passarinho!



Xô Xuuum passarinho!
Escrito por: Aurelina Haydêe do Carmo

Engraçado,  todas as vezes que encontro minhas amigas de infância, elas remetem a um passado cheio de lembranças ao referir sobre os Quintais. Os quintais eram imensos com muitas Mangueiras e Cajueiros. Fico só sacudindo a cabeça e pergunto a mim mesma:
- Porque será que o nosso quintal nunca teve um pé de mangueira?! nem Cajueiro?!

No nosso quintal tinha um pé de goiaba branca, dava frutos muito suculento e era disputado pelos vizinhos. Este serviam para comer, mas tinha também o pé de goiabeira vermelha, estas eram para fazer doce. Doce de goiaba - doce de colher, para comer com queijo branco, geleia de goiaba para pôr no pão ou mexer com farinha de mandioca. Doce apurado para fazer rapadurinha. Comíamos numa base de 2 kilos por semana, pois ninguém conhecia a palavra “diabetes”.

Não sei se alguém naquela época conhecia essa palavra feia, morriam mas nunca ficávamos sabendo de quê, pois todo mundo culpava o coração.

Então Estávamos falando do quintal, mas o nosso Pomar começava na frente da nossa casa.

Bem na porta de entrada, tinha uma frondosa Caramboleira, chegava a ter cachos e mais cachos de carambolas, fruto amarelo de uma tonalidade chamativa que ninguém resistia, pois o sabor nem de longe compara aos que temos hoje nos nossos mercados.

E falando em mercado estive num deles em uma cidade do Sul do Brasil, lá estava Carambola entre os frutos exóticos.

Uma coisa puxa a outra, exótico mesmo era fruta-do-conde, que ostentava bem na porta de nossa cozinha, alguns denominavam de fruta pão.  

Do outro lado onde minha mãe cultivava as folhagens, rosas e samambaias, estas eram sombreadas por uma enorme Parreira (exótica), pois naquela época longe estava de pensar que alguém cultivar uvas, pois o nosso clima não permitia era muito calor e também não tínhamos tecnologia necessária.

Abrindo o portãozinho que dava entrada definitiva ao quintal, lá estava o pé de romã, de tão graúda a fruta, rachava e deixava os seus grãos vermelhos e suculentos parecendo gritar:
 - Saboreie-me, por favor.

Quando vocês crescerem nunca mais vão encontrar outros tão doces como eu.

Mais adiante estava a Limeira carregadinha de frutas, seus Galhos pesados caiam até o chão, eram escorados por madeiras. Minha mãe tinha um ciúmes porque não era uma simples Limeira. - Era Lima de umbigo.

Há! Já ia esquecendo do pé de figo como carregava...


Lembranças do doce artesanal de figo, doce em calda, cristalizado,  e quando deixávamos alguns madurar, eram uma delícia amarrávamos com tecidos para passarinho não bicar, tinham que madurar no pé.

Falando em Figo me fez lembrar uma das Histórias que ouvimos a noite embaixo da Caramboleira.
Ficávamos nós sentadas na calçada e a contadora de Historias sentava em uma Pedra Grande encostada no pé da caramboleira.

Todas as noites, lá estávamos nós, ouvindo as histórias, e a que nunca esqueci foi o da madrasta que viu sua enteada roubando os figos do Pomar e a enterrou viva embaixo do mesmo.

Então ela cantava a musiquinha eu nunca esqueci e aí eu tremia:
- Carpinteiro de meu pai não corta meu cabelo, que a madrasta me enterrou pelo Figo da Figueira.
Ficar sozinha no quintal, eu achava que a defunta estava lá, meu corpo arrepiava, então a musiquinha vinha aos meus ouvidos.
- A Madrasta me enterrou... pelo Figo da Figueira Xô Xuuum passarinho!

Escrito por: Aurelina Haydêe do Carmo


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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O CANJINJIM

O CANJINJIM
Conto por Aurelina Haydée do Carmo.

Certo dia tomando um café num de nossos shoppings, uma amiga pediu licença, se podia fazer-me companhia. Respondi:
- Com muito gosto querida.

Então, o garçom muito simpático arrastou uma cadeira junto a mim e naturalmente trouxe também uma linda xícara com um perfumado café preto.

Hum! Só de lembrar fiquei com vontade.

Chegando em casa, fui direto para a cozinha, peguei a  cafeteira e fiz um café na medida certa.

A qual ficou ainda mais saboroso do que o que havia tomado no shopping.

Voltando à agradável conversa com minha amiga no shopping. Depois de conversarmos muito ela disse:
- Ainda bem que encontrei você, pois estava muito preocupada. Havia dias uma colega nossa estava nos convidando para um jantar em sua belíssima mansão. 

Põe mansão nisso... bela é pouco. O bairro (se assim pode se chamar) é de arregalar os olhos. Nossa amiga intimou a minha companhia. Ela marcou na agenda o dia e a hora do jantar.

O convite foi muito especial. O objetivo era apresentar o filho desta que estava comigo para a filha da anfitriã.

Parecia coisa de novela. O filho desta amiga estava terminando Medicina numa Universidade Federal. E a moça, filha da nossa colega fazia Letras na mesma Universidade.

Minha amiga a muito custo convenceu seu marido e seu filho a ir para o famoso jantar.

Ele, o marido conheço muito bem, trabalhamos muito tempo juntos pois nossa matéria tinha muita afinidade, homem experiente e muito educado, sempre me dava uma mão nas tarefas científicas. Sabia muito bem como leva-lo, era muito sistemático.

Enfim, chegou o dia! Foram os três, ele meio contrariado, o rapaz emburrado. Mas foram.

Se apresentaram na portaria- nada de alguém atender o interfone. Depois de mais de 15’  de insistência uma voz quase sumida na garganta diz: Quem é! Quem...

Você tá sozinha? Ou tem mais alguém?
O marido enfurecido diz: Vamos embora!

A minha amiga com vergonha do marido e do filho decidiu ficar.
Depois de mais de 15’ aparece ela tão sem graça dizendo que estava dormindo, pois tinha acordado de madrugada para levar sua filha(aquela) no aeroporto, ela foi para a França morar com a avó. Começou a contar dos preparativos e a felicidade da filha pois já foi até com serviço- dar aulas de Português numa conceituada Escola Francesa ( não parava de bocejar).

O jantar seria servido as 20 horas e já eram quase 22 horas e nenhuma providencia era tomada.
Minha amiga disfarçava o máximo que podia (barriga roncava).

O marido começa a piscar os olhos e abrir a boca sem parar.
Nessas alturas o quase médico já havia escarrapachado no sofá.

A anfitriã com a cara de pau ainda pergunta:

- A que devo esta amável visita?

Como não saia nada para comer, criou-se uma situação constrangedora, minha amiga muito sem graça pergunta:
- Bem nós já vamos.

A anfitriã respondeu: Não, vocês não vão assim!

Vou oferecer pelo menos um  cálice de CANJINJIM.
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Adoce a gosto.

Adoce a gosto.
Texto escrito por Aurelina Haydêe do Carmo

Não sei se, vocês que estão lendo este artigo agora, lembram de uma propaganda que um banco anunciava sobre os seus pacotes de negócios para seus clientes.

Tinha uma senhora meio idosa(risos), ou é idosa ou não é, digo meio é um jeito carinhoso de tornar um pouco light a idade. Essa senhora chamava Dona Esmeralda. Todos os dias ela ia ao Banco e enquanto ela aguardava sua vez (naquela época idoso não tinha preferencia), era servido um chá.

Então a propaganda dizia: Dona Esmeralda gosta de chá. Falando em chá, eu não sou Esmeralda, mas também gosto de chá.

Como artista plastica, aprecio artesanatos e tenho por costume oferecer as minhas amigas, um dos meus mimos, caixa pintada por mim e dentro coloco os saches de chá de diversos aromas. Qual não foi minha surpresa um dia desses, acabando de tomar o meu chá - chá misto verde com Menta, o saquinho amarrado na asa da xícara,(que por sinal é um charme), surpreendi com um proverbio de Goeth,Victor Hugo e um Provérbio Chinês.


  • Todos os dias deveríamos ler um bom poema, ouvir uma linda canção, contemplar um belo quadro e dizer algumas bonitas palavras(Goethe).

  • Nos olhos de um jovem arde a chama.  Nos do velho brilha a luz(Victor Hugo).

  • Jamais se desespere em meio as mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda. ( Provérbio Chinês ).
E assim por diante...

Fiquei encantada com a iniciativa da industria que nos repassa um saboroso chá, muito bem acondicionado. 

Na tampa de dentro traz "dicas para um ótimo chá". Na lateral da caixa mostra: modo de usar e na outra lateral escrito em letras grandes - COLECIONE! E em vermelho,  bem em destaque " Em cada sabor uma receita".

A primeira caixa que eu comprei e tive tempo de ler: Sugestão de Receita:

 Biscoito de ...

Ingredientes:
Modo de preparo:
Rende 60 unidades
Tempo de Preparo: 35 minutos.

Ah! Quantas caixas, quantos dizeres lindos que podíamos ter lido e fazer parte do nosso dia a dia. 
Quantas receitas praticas foram e estão sendo jogadas no lixo! Talvez nunca imaginamos que uma caixinha de chá com 10 envelopes iria alimentar ate nossa alma e enquanto o chá está em infusão de 2 a 3 minutos ou até conseguir o sabor da nossa preferencia, quanta coisa iria transformar em nossa vida 
Adoce a gosto.

Texto escrito por Aurelina Haydêe do Carmo
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

BONS ANOS / FELIZ ANO NOVO!

BONS ANOS / FELIZ ANO NOVO!
escrito por Aurelina Haydee do Carmo

          O ano passou muito rápido, os votos de Feliz Natal também passaram... passaram e agora só nos resta "Um Feliz Ano Novo".
          Falando em "Bons Anos" este era a saudação do dia 1º do Ano, quando eu era criança, até mais ou menos o dia 15 de Janeiro estávamos nós, no clima de Ano Novo.
          Bons Anos se passaram rápido demais, apesar de tudo, boas lembranças ficaram....
          Essa data faz-me lembrar do padrinho da minha irmã, um senhor muito bonito e educado. Ele acordava cedo depois que o galo cantava, ralava o seu guaranazinho e saia de casa em casa cumprimentando os vizinhos com aquele carinhoso "Bons Anos".
          Parecia que aquela saudação saia do fundo do coração, sorriso muito bonito, deixando aparecer os dentes de ouro, que brilhavam ao abrir a sua boca.
          Sorrisos e mais sorrisos numa manhã festiva de janeiro. Até hoje eu me lembro, ele tinha um semblante lindo, tanta sinceridade na sua fala que saiam das profundezas do coração.
          Hoje a tecnologia fez com que possamos alcançar mais pessoas. O nosso círculo, avançou tanto que não são mais somente os nossos vizinhos, estendemos os nossos cumprimentos além dos oceanos.
          Como é gostoso receber felicitações de amigos e de alguém que não conhecemos pessoalmente, mas que desejam felicidades no Ano Novo.
          Então aproveito para desejar a todos que lerem este artigo Feliz Ano Novo, e que nossas metas não fiquem perdidas em meios de festas, fogos de artifícios, leitão assado, músicas e muitos doces.
          Estamos otimistas para entrarmos no novo ano, com planos reais, joelhos no chão, mãos para o alto, implorando ao nosso criador, coragem para enfrentar mais um ano, com muita determinação, garra e fé, para seguirmos nosso caminho.
          Trilharemos no ano novo e no finalzinho dele estaremos de novo - Ufa, vencemos! Oi, nós de novo. Graças a Deus.

          BONS ANOS / FELIZ ANO NOVO!!!
escrito por Aurelina Haydee do Carmo
Agora vamos estender o nosso BOM DIA a Cuiabá, Mato Grosso, Brasil e ao Mundo que neste momento esta precisando muito de um BOM DIA. Professora Aurelina Haydee do Carmo

domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Ano Novo - 2018

Feliz Ano Novo - 2018
Aurelina Haydêe do Carmo

Encerramos um ciclo,
Agora tudo é novo.

As expectativas são muitas
Para o ano que começa.
Totalmente único.
FELIZ ANO NOVO

Num piscar de olhos,
É como se abrisse uma cortina.
Pronto! Estamos no calendário novo,
Agora, buscar melhor renovo.

Parece igual, mas não é,
O primeiro mês é de planejamento.
O segundo precisamos de muita fé.
E assim passam sucessivamente.

O ciclo da vida continua a girar...

FELIZ ANO NOVO.

Agora vamos estender o nosso BOM DIA a Cuiabá, Mato Grosso, Brasil e ao Mundo que neste momento esta precisando muito de um BOM DIA. Professora Aurelina Haydee do Carmo