sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Cimento

Cimento
 (Escrita por Aurelina Haydêe do Carmo para trabalho final do Curso de Crônicas)

Ela alugou uma casa,
Com área de circulação muito estreita,
Fora dos padrões tradicionais,

De vez em quando, mirava a casa da vizinha, melhor que a sua, mas esta era sua casa alugada e pagava com resultado de muitas gotas de suor.
Sonhava com uma casa igual da vizinha, com churrasqueira.

A vizinha, todos os sábados fazia churrasco e o cheiro exalava por toda a cercania. Ela sentia o cheiro da carne assada, ficava horas com água na boca e muitas vezes dirigia até ao lavabo e escovava os dentes para sentir que de fato havia mastigado um pouco daquela suculenta carne.

Imaginava... uma picanha envolta com deliciosas gordurinhas meio queimadinha, no ponto, carne esta não tão sangrenta, como gostam nossos Hermanos e não tão esturricada, como alguns dos nossos preferem.

Ela, sente o cheiro, aroma de *Casa de Festa, boi grill.
Encabulada, assiste a TV- É de Casa, levanta e arruma a casa, para receber amigos(as).

Os objetos da casa estão empoeirados, talvez com alguns resquícios de fuligens produzidos pela casa da vizinha que os ventos alísios  carregaram depositando nos seus pobres bibelôs de louças ou porcelanas, que são limpos, banhando-os numa bacia esmaltadas- bibelô e bacias eram verdadeiros antiquários, herança de sua avô e guardadas com muito zelo, foram trazidos da Itália, embrulhadas em roupas de rendas e de cetim.

De repente uma nostalgia, cansaço a perturba (trabalho fora de casa e nas horas vagas faço serviço de casa), faina de casa não rende e ainda mais, o cheiro de carne assada me causa náuseas, ouvir passos de crianças, crianças cantarolando, gritando...

Queria tanto uma casa. Uma casa sossegada, sem cheiro de carne assada, sem crianças choramingando, me perturbando, sem gritos ,sem péc ,péc de chinelos.
Bom, serviço de casa não rende.
Amanhã é domingo- saírei cedo,  madrugada, na alvorada.

Quando o sino da matriz dar 6 badaladas, saírei em direção à Casa do Senhor.
Domingo passo as horas orando...
Desta vez com muita fé, vou pedir para o Cristo Crucificado, que foi morto, mas ressuscitou – quero uma casa que eu possa falar “meu lar”. Não almejo uma casa cheia de prata e de ouro – como disse Balaâo para os servos de Balaque.

Ora, quero casar, quero uma casa com churrasqueira e crianças pulando e cantando pelos quintais.
Quem casa, quer casa.
Casa construída na rocha.

Casamento rima com cimento.
Agora vamos estender o nosso BOM DIA a Cuiabá, Mato Grosso, Brasil e ao Mundo que neste momento esta precisando muito de um BOM DIA. Professora Aurelina Haydee do Carmo

domingo, 11 de agosto de 2019

O Milagre da fé | Homenagem Dias dos Pais

Poesia de Mario Barreto França declamada pela poetisa Aurelina, Homenagem Dias dos Pais. (Clica no Play para escutar a declamação).




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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

VG Noticias entrevistando a Professora Aurelina sobre o novo Livro: " De Tudo Um Pouco".

VG Noticias entrevistando a Professora Aurelina sobre o novo Livro: " De Tudo Um Pouco".


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terça-feira, 30 de julho de 2019

Eu vi | poesia de Aurelina Haydêe do Carmo

Eu vi
Aurelina Haydêe do Carmo

Dormi.
Sonhei, pensei que estava
Sonhando acordada,
Era um brilho intenso,
Estava sendo banhada
Pela lua,
A persiana não resistiu
O brilho
Nem eu...
Levantei, abri a janela
Era uma lua grande e bela.

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Dia da Vovó | 26 de julho.

Dia da Vovó


Eu e meu neto
Eu e meu neto
Dia da Vovó é comemorado anualmente em 26 de julho.
Esta data tem o objetivo de homenagear toda a consideração e carinho que os avós, neste caso, principalmente as vovós dão aos netos.
No imaginário popular, os avós são considerados como os nossos "segundos pais". São "responsáveis" por mimar e ajudar os netos nas suas travessuras.
Para agradecer toda a paciência e atenção recebida da vovó e do vovô, os netos aproveitam esta data para presenteá-los ou fazer homenagens especiais.
No Brasil, também é costume chamar os avós de vó ou vô por isso este é o Dia da Vó.
Embora seja mais conhecido como Dia da Vovó, muitas pessoas também incluem o Vovô na festa. No 26 de julho também é conhecido como Dia Mundial dos Avós.
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terça-feira, 23 de julho de 2019

Para recitar | poesia de Aurelina Haydêe do Carmo

Para recitar
poesia de Aurelina Haydêe do Carmo

Eu quero fazer poesias
Poesias que canta minha cidade.
Durante o dia e até de madrugada.
Como resolver esta cilada?

PEMEGARE.
Vivo a procurar pelos ares,
INSPIRAÇÕES
Já contei carneirinhos,
Fiz hinos,
Dobraram os sinos.

CARAMBA!
Que cabeça dura.
Meu Deus! Como enfrentar
A falta de inspiração?
DURMO.

Tenho pressa em despertar,
Sentir claridade às ideias,

Para fazer poemas e recitar.

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sexta-feira, 19 de julho de 2019

A BANDEIRA | Dia 19 - dia do Futebol

A BANDEIRA | Dia 19 - dia do Futebol
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A BANDEIRA
Escrito por Aurelina Haydêe do Carmo - mundial 2014

Hoje a nossa cidade amanheceu muito fria, acordei e fui ler uma das revistas importante do nosso País. 

Desfolhando-a encontrei um assunto de um colunista muito bom. Ele descrevia o não empolgamento do brasileiro com a COPA.

Dizia ele: o BRASIL conhecido mundialmente como “País do Futebol” brigamos tanto para ser a sede. Ganhamos. Mas o empolgamento durou pouco.

Nas vésperas do mundial, não existe nada de alegria, nada nas ruas...
Incrível, saí à janela para ver o tempo, lá na outra rua onde existe uma casa, que até então eu achava que estava abandonada, ví entre a cerração um vulto se movimentando procurando colocar no alto da casa uma “ BANDEIRA do BRASIL”.

O homem, subiu na escada, alcançou o muro, não deu certo, desceu pegou uma vassoura e tentou tudo de novo.


Arre! Consegui. Conseguiu não, pois não atingiu o cume do telhado. Desceu e ficou horas de braços cruzados atrás, cabeça erguida olhando a sua vitória. Parecia muito feliz, o vento em muito ajudava a agitação, mesmo não alcançando o topo lá está a tremular- a BANDEIRA.


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