sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Bom Dia Cuiabá, A Eloquência da Justiça

Ofereço esta poesia de Mario Barreto França a todos os advogados do Brasil especialmente para meu filho J.A.C.F

A Eloquência da Justiça
(Salomão)

No trono de marfim, de púrpura vestido,
por doutores da lei e escribas assistido,
na gloria de seu reino, o sábio Salomão
julgava com poder, sua grande nação.

As suas decisões no governo do povo,
as leis fundamentais de um direito mais novo.

A eloquência sem par dos provérbios ditados,
os editos reais, tão bem apropriados,
e os cânticos de amor repletos de poesia
e os conselhos de amigos, e a alta filosofia,
da justiça com que dava as suas sentenças,
e o esplendor do seu reino, e as riquezas imensas,
enchiam de prestigio e fama universal.
O reino de Israel,soberano sem igual.

Sabedoras do que o rei julgava com justiça,
Um dia, duas mães que se achavam em liça,
por causa de um menino, ao sábio foram expor.
A difícil questão que fazia supor,
Que ambas tinham direito a mesma pretensão,
pois cada qual possuía idêntica razão...

Uma delas falou: - Comigo, esta mulher
Mora há tempo. Pois bem, numa noite qualquer,
Ela teve um filhinho; alguns dias depois,
Tive um filho também. Dormíamos com os dois
Na mesma cama e, à noite, o seu filho morreu,

por que ela sobre o mesmo exausta, adormeceu.
Mas quando despertou e viu o sucedido,
Ao seu lado deitou o meu filho adormecido.
E comigo deixou o seu filho morto: Em pranto,
Fiquei a lastimar... Examinando, entanto,
O cadáver, notei que era o seu filho, ao passo
Que o meu, Senhor, dormia em seus regaço! ...

Mas a outra protestou: - Este aqui é o meu filho;
O dela é o que morreu !
                           - Não seja isso o empecilho.
Ao fim da discussão! ( falou o rei) – Soldado!
-Trazei-me em demora um gládio bem afiado,
Divide o menino e dai uma metade
A cada uma das mães! E com perversidade,
Uma falou: - Pois bem, não será nem meu nem teu !
Dividi-o Senhor!

                              E a corte estremeceu...

Porem, a que era mãe verdadeira, sentindo
O coração chorar  pelo martírio infindo
Da morte do filinho, implora o grande Juiz
- Não o mateis Senhor! Serei mais infeliz,
Vendo o morto do que o sabendo inda com vida,
Nos braços de outra mãe, mesmo desta homicida.
É perversa mulher. Por isso, dai-o a ela! ...
Não o mateis,Senhor!
                                E, extraordinária e bela,
Prostrou-se ante o rei, num pranto convulsivo,
Mas, no íntimo, feliz por ver seu vivo...

Erguendo-se no trono, impávido, sereno,
O rei estende o braço em vigoroso aceno
E ordena ao gladiador:
- Não o mates! Agora,
Entrega-o a esta mulher que me suplica e chora
É a verdadeira mãe, que sublimando a dor,
Sua alma ofereceu a sagração do amor!...

E todo o povo ouviu, perplexo e admirado,
A sentença do Rei cujo saber profundo
Demonstrava que Deus o tinha coroado
Para o bem de Israel e justiça do mundo.
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Esta poesia, eu Aurelina, sei de cor a muitos anos, gostaria que todos os advogados refletisse um pouco sobre a sabedoria de Salomão.
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Agora vamos estender o nosso BOM DIA a Cuiabá, Mato Grosso, Brasil e ao Mundo que neste momento esta precisando muito de um BOM DIA. Professora Aurelina Haydee do Carmo

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