segunda-feira, 27 de julho de 2020

Metade | Aurelina Haydêe do Carmo

Metade | Aurelina Haydêe do Carmo

Quando vim do MEIO-NORTE.
A distância era de MEIO-TERMO.
Não tive medo da morte,
Pois Deus é amigo supremo.

 Tocando em MEIO-TOM,

Tropecei no MEIO-FIO.
Fiz um SEMI-TOM,
Minhas mãos tremiam de frio

Levantei o olhar, o relógio batia,
Doze horas ou MEIO-DIA.
A manhã e a tarde, como duas metades.
Corria para formar o dia.

O MEIO-AMBIENTE não estava bom,
Procurava um MEIO de pagamento,
Para comprar o meu pão,
Perdi METADE do tempo.

Para nossa sobrevivência,
Fiquei no MEIO,
No ponto equidistante
Dos extremos.

Mesmo dividida no MEIO,
Sentia no Centro.
De repente a penumbra veio,
Parecendo cobrir o relento

Uma claridade dúbia,
Permanecia à MEIA-LUZ.
Olhei o céu e vi MEIA-LUA,
Não era noite nem dia.

O relógio marcava 24 horas.
Exatamente MEIA-NOITE.
Calcei a minha MEIA
De algodão, lã, seda, não sei...


Subi no telhado de MEIA-ÁGUA,

Para ver a partida,
Como era muito plano
Fiquei MEIO derretida.

Olhando o MEIA-DIREITA,

Que atleta!
Melhor que o MEIA-ESQUERDA,
Ele ficou em alerta.

Para não passar da linha
Nem MEIA-DIREITA,
Nem MEIA-ESQUERDA.
Devido a MEIA-ESTAÇÃO,
Fico no MEIO-TERMO,
JÁ passei da MEIA-IDADE.

Sinto MEIA-TINTA,
Entre luz e sombra...
MEIO em que vivo é incompleto,
Inacabado... é apenas MEIO.
ME-TA-DE.

Autora: Aurelina Haydêe do Carmo

Agora vamos estender o nosso BOM DIA a Cuiabá, Mato Grosso, Brasil e ao Mundo que neste momento esta precisando muito de um BOM DIA. Professora Aurelina Haydee do Carmo

Aurelina Haydêe do Carmo

Professora Aposentada UFMT / Poetisa / Bloqueira

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